Jan 17th, 2009 by Mariana Gorjão
Hoje olhei para o espelho
E invejei-o
Ele vê tudo, tudo que passa
Por ele, ele vê,
E mostra às pessoas o que vê!
Embora não mostre sempre o mesmo,
À mesma pessoa.
Eu vejo, mas não mostro
Nem posso escolher o que ver
Como ele………..
Que inveja, que inveja.
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Jan 17th, 2009 by Mariana Gorjão
Não entendo,
Não entendo nada,
Quero saber e conhecer.
Mas, quanto mais sei
Menos quero saber
Sofrimento e solidão
O saber me trouxe
Também o verdadeiro conhecimento
Da alegria, mas tão pequena,
Ainda a brotar, como uma flor que
Se enganou na estação.
Que fazer? Conhecer
Ou não conhecer?
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Jan 17th, 2009 by Mariana Gorjão
Olho à minha volta,
Não vejo nada
Não há nada
O tempo passa
E eu continuo sem ver
Sem ver nada………..
Hoje olhei e vi..
Vi!!! Vi tristeza e frieza
Vi!!! Vi pobreza e morte
Não!! Não quero ver!
Quero esquecer, apagar
Eliminar.
Não! Não posso!
Sem ver, nada posso
Fazer.
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Jan 17th, 2009 by Mariana Gorjão
Eu mudo, dum lugar para o outro
Mas eles continuam
E nunca vão parar.
Parecem fantasmas sem vida
Obcecados em procurar
O que jamais irão encontrar.
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Jan 17th, 2009 by Mariana Gorjão

The world is so cruel
Everywhere I look
I see a crying face
I see a bloodless person
I see a mute scream
I see a silenced speech
With a fear of laughter in it.
I see a desfigurated body
And so near to me
I see nothing
It’s an empty space.
(Outside)
I don’t think the glasshouse
Has ever been this full
Do you?
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Jan 11th, 2009 by Mariana Gorjão
Eles procuram, mas jamais encontraram
Pois quando algum o vê
Já não tem coração.
Eu procuro embora não queira encontrar
Só quero a certeza de quando morrer
Não me surpreender
Em ver tantas coisas que em vida
Não pude saborear.
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Jan 10th, 2009 by Mariana Gorjão

To forever live
It’s something we can not do.
That is what science teach us
We are mortals,
But people fight that
And found a way
To deceive death.
Books, they keep
Their characters alive.
You may die there
But you look back
And you live again.
So make yourself
Worthy of being read about
And forever you shall live.
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Jan 10th, 2009 by Mariana Gorjão
Oh my! Oh my!
What began only a while ago
Is now lying done and dead
Oh my! Oh my!
What should I do?
So far I did none
Oh my! Oh my!
It’s always the same old story
What begins ends.
Oh my! Oh my!
Do I want it to end?
Yes.
When?
Never.
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